Juína/MT, 03 de Abril de 2025
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03 de Abril de 2025

Polícia Quarta-feira, 02 de Abril de 2025, 20:04 - A | A

Quarta-feira, 02 de Abril de 2025, 20h:04 - A | A

Procuravam rival

Integrantes do CV são condenados por matar vítima que foi confundida com membro do PCC em Juína

Deitada em uma rede na área de casa, vítima foi surpreendida com 24 disparos de arma de fogo

Juína News

O Tribunal do Júri da 3ª Vara de Juína (MT) condenou três integrantes do Comando Vermelho pelo homicídio qualificado de Paulo Rufino de Melo, ocorrido na avenida Gerencio Veronese, Módulo – 4, em 17 de fevereiro de 2023. A vítima dormia em uma rede quando foi surpreendida por pelo menos 24 disparos de arma de fogo não tendo chance de qualquer reação. Conforme a denúncia, ele morreu por engano.

A decisão judicial, que uniu a acusação do Ministério Público e o veredito do júri, confirmou a participação de Raphaela de Souza Lopes "Japa", Mário Henrique Carvalho de Lima "Gutember” e Robson Pereira de Lima, (nome social ROBERTA PEREIRA DE LIMA), vulgo “Madame Satan” no crime organizado e na execução da vítima.

Presidiu o júri o Juiz, Dr. Vagner Dupim Dias, atuando na acusação o promotor de justiça criminal, Dr. Adalberto Biazotto Júnior e na defesa o defensor público, Dr. João Tomaz Neto.

As sentenças

Raphaela de Souza Lopes: foi condenada a 22 anos e 15 dias de reclusão (soma de todos os crimes).

Mário Henrique Carvalho de Lima: a 22 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão.

Robson Pereira de Lima (nome social Roberta Pereira De Lima), vulgo ‘Madame Satan’, 24 anos e 15 dias de reclusão.

Raphaela de Souza Lopes: 22 anos e 15 dias de reclusão (soma de todos os crimes).

Contexto do crime

Segundo a denúncia, os acusados faziam parte de uma estrutura hierárquica do Comando Vermelho em Juína, com funções definidas: Raphaela atuava como líder local, autorizando execuções; Mário Henrique e dois adolescentes eram os executores; e Robson fazia o mapeamento de rivais.

O homicídio foi cometido com pelo menos 24 disparos de arma de fogo contra a residência da vítima, que foi confundida com um membro do PCC. O crime foi qualificado por motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa e perigo comum.

Decisão e impactos

A sentença, após análise das provas e do júri popular, condenou os três réus a penas de prisão em regime fechado. O juiz destacou a crueldade do crime, o histórico criminoso dos envolvidos e o impacto da ação na segurança pública de Juína. Dois outros suspeitos do caso, Daniel José da Silva e Athirson Freitas Ribeiro, morreram em março de 2023 em circunstâncias não esclarecidas.

O Ministério Público considerou a decisão uma vitória no combate ao crime organizado na região, enquanto a defesa ainda pode recorrer. O caso evidenciou a atuação violenta de facções em Juína e a corrupção de adolescentes para fins criminosos.

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