O Tribunal do Júri da 3ª Vara de Juína (MT) condenou três integrantes do Comando Vermelho pelo homicídio qualificado de Paulo Rufino de Melo, ocorrido na avenida Gerencio Veronese, Módulo – 4, em 17 de fevereiro de 2023. A vítima dormia em uma rede quando foi surpreendida por pelo menos 24 disparos de arma de fogo não tendo chance de qualquer reação. Conforme a denúncia, ele morreu por engano.
A decisão judicial, que uniu a acusação do Ministério Público e o veredito do júri, confirmou a participação de Raphaela de Souza Lopes "Japa", Mário Henrique Carvalho de Lima "Gutember” e Robson Pereira de Lima, (nome social ROBERTA PEREIRA DE LIMA), vulgo “Madame Satan” no crime organizado e na execução da vítima.
Presidiu o júri o Juiz, Dr. Vagner Dupim Dias, atuando na acusação o promotor de justiça criminal, Dr. Adalberto Biazotto Júnior e na defesa o defensor público, Dr. João Tomaz Neto.
As sentenças
Raphaela de Souza Lopes: foi condenada a 22 anos e 15 dias de reclusão (soma de todos os crimes).
Mário Henrique Carvalho de Lima: a 22 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão.
Robson Pereira de Lima (nome social Roberta Pereira De Lima), vulgo ‘Madame Satan’, 24 anos e 15 dias de reclusão.
Raphaela de Souza Lopes: 22 anos e 15 dias de reclusão (soma de todos os crimes).
Contexto do crime
Segundo a denúncia, os acusados faziam parte de uma estrutura hierárquica do Comando Vermelho em Juína, com funções definidas: Raphaela atuava como líder local, autorizando execuções; Mário Henrique e dois adolescentes eram os executores; e Robson fazia o mapeamento de rivais.
O homicídio foi cometido com pelo menos 24 disparos de arma de fogo contra a residência da vítima, que foi confundida com um membro do PCC. O crime foi qualificado por motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa e perigo comum.
Decisão e impactos
A sentença, após análise das provas e do júri popular, condenou os três réus a penas de prisão em regime fechado. O juiz destacou a crueldade do crime, o histórico criminoso dos envolvidos e o impacto da ação na segurança pública de Juína. Dois outros suspeitos do caso, Daniel José da Silva e Athirson Freitas Ribeiro, morreram em março de 2023 em circunstâncias não esclarecidas.
O Ministério Público considerou a decisão uma vitória no combate ao crime organizado na região, enquanto a defesa ainda pode recorrer. O caso evidenciou a atuação violenta de facções em Juína e a corrupção de adolescentes para fins criminosos.
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