CDL INFORMA

NOTÍCIAS

07/11/2018 14:38

"Números são extremamente preocupantes; haverá cortes"

Mendes disse que foi eleito com compromisso de fazer cortes e diminuir o tamanho da máquina pública

  • Fonte: DOUGLAS TRIELLI E CAMILA RIBEIRO/ midia news
Foto: Alair Ribeiro/MidiaNews

O governador eleito Mauro Mendes (DEM) classificou como “extremamente preocupantes” os números aos quais teve acesso a respeito das contas do Estado.

Em conversa com a imprensa na tarde de terça-feira (06), durante um encontro da sua equipe de transição com a do governador Pedro Taques (PSDB), o democrata disse que o Estado não consegue arrecadar o que se gasta no mês.

“Eu não tive acesso ainda a todas as informações necessárias, mas, preliminarmente, as que temos mostram claramente que Estado hoje tem enormes dificuldades financeiras. Os números são extremamente preocupantes. Mato Grosso, hoje, deve para centenas de fornecedores, deve aos Poderes, aos Municípios e não consegue arrecadar as despesas que tem no mês”, afirmou.

Mendes afirmou que o Executivo vem deixando dívidas a cada mês. Conforme dados da Secretaria de Fazenda, devem ficar para sua gestão R$ 1,7 bilhão em restos a pagar, sendo que R$ 1 bilhão não possui lastro financeiro.

“A cada mês que passa, vão ficando contas para trás. Se nós aumentarmos ainda mais as despesas, vão ficar mais gente sem receber. Inclusive o próprio servidor, que é o que já tem acontecido e que, provavelmente, com o aumento de despesa vamos ter uma piora desse cenário econômico”, disse ele, referindo-se ao pagamento da Revisão Geral Anual (RGA).

O governador eleito confirmou que assim que assumir irá extinguir uma série de secretarias. Nos bastidores a informação é de que os alvos devem ser os gabinetes criados pela Gestão Taques. A fusão de algumas Pastas também pode ocorrer.

Mendes disse ter sido eleito com o compromisso de diminuir o tamanho da máquina pública.

“Neste momento, é este o desafio que estamos estudando. Durante toda campanha disse que íamos fazer corte de despesa, fiz esse compromisso. Fui eleito com compromisso de tornar o Estado menor, que custe menos e que seja mais eficiente. Vamos trabalhar nessa direção, é esse o compromisso”, afirmou.

“Não gosto de antecipar decisões, porque elas têm que ser tomadas com muita responsabilidade. Eu não vou tomar decisões precipitadas. Temos, ainda, um tempo para estudar e é o que temos feito, vendo dados, vendo informações, observando, analisando, cruzando informações internas para traçar o real cenário, que é muito preocupante e aí criar alternativas. Mas posso adiantar que seguramente haverá corte de secretarias e de cargos comissionados”, completou.

Comentários

SEJA O PRIMEIRO A COMENTAR

Comentar