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13/09/2018 14:59

Polícia suspeita de irmão e viúva por morte de homem em MT

Crime foi praticado no dia 10 de agosto no Município de Nossa Senhora do Livramento

  • Fonte: MIDIA NEWS
Foto: Arquivo/MidiaNews

A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) cumpriu quatro mandados de prisão e oito de busca e apreensão na quarta-feira (12), referentes à investigação de um homicídio cometido em agosto em Nossa Senhora do Livramento. 

O crime, ocorrido no dia 10 de agosto, teve grande repercussão na região. O.J.L., de 29 anos, foi assassinado em sua propriedade rural, nas proximidades da BR-070, depois de afirmar que faria justiça aos criminosos que teriam roubado sua casa, levando duas espingardas e supostamente estuprado sua mulher, C.S.F., dois dias antes.

Imediatamente à ocorrência, a Polícia Civil iniciou diligências para apurar as circunstâncias do crime. O trabalho investigativo apontou para o provável envolvimento da esposa da vítima, bem como a manipulação de informações que relatavam a ocorrência de estupro e roubo.

Após uma série de tentativas de reconhecimento, a mulher acabou por apontar semelhanças entre seu cunhado, C.C.R., 23 - irmão da vítima - com o homem que supostamente a teria estuprado.

A mulher citou que teria ouvido dizer que quem indicou a casa para ser roubada teria sido outros familiares da vítima, identificados pelas iniciais A.S.A., A.A.C. e C.C.S..

Visando auxiliar os trabalhos da investigação, a delegada Jannira Laranjeira Siqueira Campos, da DHPP, pediu a prisão dos arrolados no inquérito. As ordens judiciais foram cumpridas na quarta-feira (12). 

Na delegacia, C.C.R. confessou participação e envolveu diretamente a esposa da vítima no planejamento do crime.

C.C.R. declarou que foi até a residência do casal, no dia 08, e fez sexo com a esposa da vítima - com quem possui relacionamento consensual extra-conjugal - e que a mulher entregou as armas e munições para ele. Conforme seu relato, ela ainda o orientou deixar a casa toda bagunçada para aparentar ter sido alvo de criminosos.

C.C.R. detalhou que o relacionamento entre eles começou quando seu irmão foi preso por violência doméstica contra a esposa. Durante o período da prisão, a mulher foi morar na casa da sogra, o que teria aproximado os dois.

Na delegacia, a viúva negou participação no crime. No entanto, segundo a delegada Jannira Laranjeira, em procedimento de acareação entre C.C.R. e a investigada, houve uma série de contradições nas declarações da mulher.

“A acareação, aliada a todos os elementos colhidos nos autos, como o comportamento dela na data que relatou ter sido estuprada e também quando o marido foi assassinado, aponta fortes indícios para seu envolvimento no crime”, explica.

Os trabalhos prosseguem para apurar e individualizar as condutas criminosas dos suspeitos detidos e também da mulher. A Polícia Civil representou judicialmente pela prisão da suspeita.

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