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01/08/2018 15:48

Após nova derrota, Mauro Savi pede reconsideração e tenta liberdade até convenção

  • Fonte: Olhar Direto
Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

A defesa do deputado estadual, Mauro Savi (DEM), pediu a reconsideração da decisão que negou a liberdade do parlamentar, que está preso desde o dia 09 de maio no Centro de Custódia da Capital (CCC), acusado de participar de esquemas de corrupção no Departamento Estadual de Trânsito (Dentran/MT). O democrata tenta a liberdade até o dia da convenção do seu partido, que acontece no próximo sábado (04), já que seu objetivo é concorrer à reeleição no pleito deste ano.
 
O pedido de reconsideração foi protocolizado menos de 24 horas depois que a liminar foi negada. Ao todo, Mauro Savi já sofreu oito derrotas na Justiça, na tentativa de conseguir a liberdade.
 
Savi foi preso no último dia 9 de maio, na 2ª fase da Operação Bereré, que apura esquema de fraude, desvio e lavagem de dinheiro no âmbito do Detran. Em 12 de maio, o deputado Eduardo Botelho, presidente da Assembleia Legislativa, pediu a soltura de Savi, o que foi negado pelo desembargador José Zuquim Nogueira. Porém, a Procuradoria-Geral da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso recorreu.
 
No último dia 2 de julho, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, emitiu um parecer, que foi apresentado à ministra do STF Rosa Weber, se manifestando sobre a legalidade da votação da ALMT, que decidiu pela soltura de Mauro Savi, preso pela “Operação Bereré”.
 
Em sua manifestação, Dodge citou uma lista de inquéritos contra 22 dos 24 deputados estaduais de Mato Grosso, afirmando que a Casa de Leis não possui independência para decidir pela soltura de Savi, devido ao alto número de parlamentares investigados em ações penais.
 
No entanto, em um novo parecer, protocolado no último dia 27, a procuradora-geral da República se corrigiu com relação à citação dos deputados Adriano Silva, Saturnino Masson e Valdir Barranco.
 
O presidente regional do Democratas, Fabio Garcia, divulgou um documento na terça-feira (31) declarando o deputado estadual Mauro Savi como pré-candidato à reeleição. As candidaturas do DEM só serão definidas no próximo sábado (04). Até lá, a defesa de Savi tenta reverter sua prisão considerado a soltura do empresário Valter José Kobori.
 
Kobori foi solto na última sexta-feira (27), por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e, no mesmo dia, os advogados de Savi e dos irmãos Taques entraram com pedidos de extensão da liminar que concedeu liberdade ao empresário. O pedido ainda aguarda análise do Supremo.
 
Bônus
 
Mauro Savi foi presos em uma ação conjunta do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), na segunda fase da 'Operação Bereré', denominada ‘Bônus’.
 
 A 'Operação Bônus' é resultado da análise dos documentos apreendidos na primeira fase da Bereré, dos depoimentos prestados no inquérito policial e colaborações premiadas. Tem como objetivo desmantelar organização criminosa instalada dentro do Detran para desvio de recursos públicos.
 
Bereré
 
A ‘Bereré’ é desdobramento da colaboração premiada do ex-presidente do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT), Teodoro Lopes, o “Doia". Dentre as informações prestadas por Dóia, consta suposto esquema de cobrança de propina com uma empresa que prestava serviços de gravame - um registro do Detran.
 
Na primeira fase, os mandados foram cumpridos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e na casa de Savi e Eduardo Botelho (DEM). O ex-deputado federal Pedro Henry é alvo também. O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Eduardo Botelho (DEM), é outro investigado.
 
O governador Pedro Taques (PSDB) decretou a intervenção do Estado no contrato que o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) havia firmado com a EIG Mercados para registro dos contratos de financiamento de veículos com cláusula de alienação fiduciária, de arrendamento mercantil, de compra e venda com reserva de domínio ou de penhor no Estado. A empresa foi alvo da ‘Operação Bereré’ e é apontada como pivô do esquema que teria desviado R$ 27,7 milhões.

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