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11/07/2018 15:47

Laudo sobre morte de homem em viatura é inconclusivo e família questiona mal súbito

  • Fonte: Olhar Direto
Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Os familiares de Luciano Anatalio Nascimento, de 55 anos, ainda buscam descobrir a real causa da morte de seu irmão. Luciano supostamente teria sofrido um mal súbito em uma viatura enquanto era encaminhado para um presídio, mas a família relata que no corpo haviam vários hematomas. O laudo inicial não apontou a causa da morte. A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) afirmou que irá apurar o caso após recebimento do laudo.
  
Luciano foi preso na noite do último dia 3 de julho, após mostrar a genitália para uma garota de 12 anos, no bairro Jardim Comodoro, em Cuiabá. Ele foi submetido a uma audiência de custódia e no dia 4 foi encaminhado a um presídio. No entanto, no caminho, supostamente teria sofrido um mal súbito e morrido.

Marilze disse que a família só ficou sabendo sobre a morte através da imprensa. Ela também afirmou que só viram o corpo depois que a funerária já tinha feito as preparações.

“Por que não avisaram o advogado, visto que a morte, segundo o atestado de óbito, foi às 20 horas de quarta-feira dia 4? Ficamos sabendo pela mídia da sua morte, quase 20 horas depois. Não tivemos acesso ao corpo no IML, no pronto socorro consta que quando deu entrada já estava em óbito”.

A família questiona a causa apontada inicialmente, de mal súbito. Marilze disse que no velório era possível ver vários hematomas no corpo de Luciano.

“Ele estava transfigurado não parecia a mesma pessoa. Sabemos que ele precisava responder pela acusação, mas morrer assim violentamente de forma desumana sob custódia do Estado é um absurdo, onde estão os direitos humanos? Afinal ninguém è considerado culpado até o trânsito em julgado. Houve omissão, não sei de quem mas houve, e nós da família só queremos saber o que de fato acontece”.

A família ainda busca respostas sobre o que de fato aconteceu com Luciano. Marilze disse que a angústia que sofrem é justamente pela falta de respostas e pela maneira que seu irmão, que era réu primário, foi tratado.

“O questionamento maior da família é saber o que de fato aconteceu nessa viatura. Queremos respostas. Ele estava sob custódia do Estado, não aconteceu isso na rua, daí a necessidade de se cobrar investigação. Queremos saber qual foi a omissão ocorrida”.

A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) afirmou que irá abrir um procedimento de apuração sobre o caso após receberem o laudo da necropsia. De acordo com a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) o laudo inicial não apontou causa da morte. O laudo pericial complementar deverá ficar pronto em até 60 dias.

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