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11/07/2018 15:35

Central de jogo do bicho tinha nomes de Arcanjo, da ex-mulher e do filho - veja fac-símile

  • Fonte: GAZETA DIGITAL
Foto: Chico Ferreira

A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Civil, apreendeu na terça-feira (10) cheques e anotações em nome de João Arcanjo Ribeiro, sua ex-esposa, Silvia Chirata Arcanjo Ribeiro e do filho João Arcanjo Ribeiro Filho. As apreensões foram feitas na casa do suspeito Marcelo Gomes Honorato, que suspeito acusado de usar máquinas de cartão de crédito para aplicar golpes.

Ao todo, 3 pontos de apostas do jogo foram fechados e outras 48 máquinas que faziam jogos eletronicamente apreendidas. 3 homens também foram presos pela exploração ilegal. Eles prestaram depoimentos ao delegado Luiz Henrique Damasceno e foram liberados.A GCCO descobriu também que o local e as máquinas eram usados para o jogo do bicho. No imóvel também foram apreendidas apostas de jodo do bicho.

Um dos interrogados é um comerciante de 76 anos. Ao delegado ele explicou que arrenda o estacionamento do Banco Bradesco onde foram feitas as apreensões no centro de Cuiabá. No local foi apreendida a quantia de R$ 932 e talões de jogo do bicho. O idoso relatou que as máquinas apreendidas no local pertenciam a Marcelo Gomes Honorato que trabalha na Colibri, empresa de João Arcanjo Ribeiro.

O delegado explicou que a central foi descoberta por causa de uma denúncia sobre clonagem de cartões de crédito que era realizada no Centro da Capital. Mas, na apuração foi constatada a casa de apostas.Ainda no depoimento prestado ao delegado da GCCO, o comerciante afirmou que as apostas encontradas em seu estabelecimento eram da responsabilidade de Marcelo. Ele não soube dizer quem comanda a Colibri e atestou só conhecia o Marcelo. No entanto, afirmou não ter conhecimento de que Marcelo pudesse ter envolvimento com clonagem de máquinas de cartão de crédito.

“Ao ser abordado o suspeito afirmou que no local funcionava um escritório do jogo do bicho e apontou diversas máquinas de apostas”, afirmou Damasceno. Entre os locais utilizados para fazer a apostas estava uma lanchonete e duas casas, sendo uma delas utilizadas como escritório.

Conforme informações do boletim de ocorrência, foram apreendidos: uma carteira com cartões de bancos, envelope com recibos extratos do banco, dinheiro em moeda nacional, notebook, cheques preenchidos e pastas com documentos.

“O jogo do bicho é feito através de uma maquininha eletrônica, deu uma avançada em relação aos últimos anos. Ainda não sabemos se as máquinas têm o sistema alterado ou se são fornecidas já com essa finalidade, mas tudo isso é objeto de investigação”, explica.Luiz Henrique explicou que atualmente os jogos do bicho foram informatizados, de forma que as apostas são realizadas através de máquinas como as utilizadas para passar cartão de crédito.

No Brasil o jogo do bicho, assim como outros jogos de azar, é proibido. A prática é considerada crime, conforme a Lei de Contravenções Penais. Em Mato Grosso, o jogo do bicho era chefiado por João Arcanjo Ribeiro durante décadas, até sua prisão em 2003.

Hoje o ex-bicheiro cumpre pena por diferentes crimes em regime semi-aberto após 15 anos de prisão. Ele, inclusive, conseguiu permissão para voltar a trabalhar e atua em empresas de sua família, na administração de estacionamentos.

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