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09/07/2018 15:48

Patriarca é assassinado e família pede Justiça e ajuda para se manter

  • Fonte: GAZETA DIGITAL
Foto: Arquivo Pessoal

Um mês e uma semana após o assassinato de Jovino Benedito da Cunha Rondon, 53, a família do trabalhador braçal pede pelas prisões dos suspeitos e doações de alimentos e remédios para se manter. A viúva Maria de Fátima, 53, mora com os 5 filhos, 12 netos e 1 bisneto em uma casa na Cohab Residencial São Mateus, em Várzea Grande.

Segundo Ana Júlia, 23, uma das filhas do casal, o pai era quem mensalmente garantia os mantimentos na casa. “Ele fazia várias coisas: carpia, roçava, fazia cercas, cuidava de sítios e chácaras. Além de manter a casa, ele também pagava curso para minha irmã caçula e as despesas com passagens”, relatou.“Não sei mais o que fazer, depois que meu marido morreu não tenho mais quem me dá de comer. Só se tomar veneno pra dar um jeito nisso. Os assassinos dele estão todos soltos e a Justiça não fez nada até agora”, afirmou Maria de Fátima, portadora de diabetes tipo 2, catarata, glaucoma, osteoporose e outros agravantes como problemas no coração e colesterol.

Jovino Benedito foi morto no dia 27 de maio. A família conta que ele fazia diárias em um sítio na comunidade do Sadia 3, em Várzea Grande. Um homem junto com um colega teria chamado a vítima para pegar peixes em uma represa, o que teria aceitado e feito. Após pegar os peixes, a vítima notou se tratar de um furto.

Quando voltou no sítio para receber a diária, no valor de R$ 800, o homem foi assassinado por 3 suspeitos. A informação da família é de que os criminosos fizeram uma espécie de “queima de arquivo”, para que Jovino não denunciasse.

Um adolescente de 16 anos chegou a ser preso fugindo para a Bolívia e confessou a execução junto a outros 2 homens. Segundo ele, o crime foi motivado porque eles tinham furtado peixe da vítima que estava comentando sobre na comunidade. Os outros dois suspeitos chegaram a prestar depoimento na delegacia, porém negaram a autoria do crime e foram liberados.

“Não sei o que eles [do Ministério Público] estão esperando. Queremos que esses criminosos sejam presos o quanto antes. Eles estão nos deixando atormentados, eles já foram atrás do meu marido e de um primo nosso para ameaçar. Precisamos que a Justiça faça alguma coisa para termos sossego”, apela Ana Júlia.

Para que a família consiga se reestruturar, Ana Júlia e Maria de Fátima pedem doações de mantimentos e remédios para a viúva, que também necessita de alimentação diética. “Minha mãe usa dois tipos de insulina, a regular e a NPH, além de outros remédios controlados. A alimentação dela também precisa de bastante frutas e verduras e as crianças de leite”, lembra.

Ana Júlia se coloca à disposição para trabalhar. Apesar de já ter experiência como caixa de mercado, a mulher também se oferece para outras funções, desde que tenha um emprego que possa ajudar na casa. “Para mim não tenho nenhuma exigência. Preciso de um emprego. Até agora temos sobrevivido com ajuda de outros familiares que nos deram um sacolão”, enfatiza.

Sem conta bancária, a família deixa apenas um telefone de celular para quem puder entrar em contato e oferecer ajuda (65) 9 9250-0337 e o endereço da casa, localizada na rua G, quadra 13, n° 30, no Residencial São Mateus, para quem quiser mandar alguma doação.

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