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05/07/2018 15:42

Após reunião, estudantes da UFMT se comprometem a avaliar pauta sobre fim de greve

  • Fonte: Olhar Direto
Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

A reunião pública entre a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), professora Myrian Serra, com o Comando de Greve dos estudantes do Câmpus de Cuiabá, na manhã da última quarta-feira (04), resultou na assinatura de um Termo de Compromisso, onde a reitora atendeu dez pontos da Carta de Reivindicações do movimento grevista com mais de 30 itens. Já os estudantes se comprometeram a marcar uma assembleia com a pauta de saída de greve

Os pontos acordados foram os seguintes: uma agenda de reuniões públicas será definida e encaminhada até esta quinta-feira (05) ao Comando de Greve; ficou firmado que o Comando de Cuiabá se compromete em realizar assembleia geral estudantil, com pauta de saída de greve, e a orientar os estudantes que realizam ocupações no câmpus a realizar assembleias; o envio, pela Administração da UFMT, dos relatórios de fiscalização do Restaurante Universitário (RU) para o Comando de Greve, orientação de onde e como acessar esses documentos e fiscalização da empresa Novo Sabor em até dois dias; e que a Administração Superior defenda o funcionamento da cozinha do RU, a partir de janeiro de 2019, para a produção das refeições.
 
A reunião foi iniciada por volta das 8h30 de quarta-feira (4) no Auditório do Centro Cultural da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Os estudantes apresentaram uma carta de reivindicações com mais de 30 itens à Reitoria, sendo que dez deverão ser atendidos imediatamente.
 
Pontos atendidos pela reitora:
 
democratização e desburocratização para acesso do teatro universitário para a comunidade acadêmica, com garantia da gestão pública;

concurso público para docentes e técnicos administrativos; solicitação dos contratos detalhados de empresas terceirizadas na UFMT;

detalhar para onde vai a verba destinada a estudantes, repassadas para a assistência estudantil;

cumprimento e fiscalização das legislações 11.645 e 10.639, que tratam da obrigatoriedade de ensino de história e cultura indígena e africana;

garantir debate étnico-racial de gênero e sexualidade nos currículos;

que a universidade capacite a segurança terceirizada sobre questões de gênero, étnico-raciais e direitos humanos;

não à criminalização do movimento estudantil;

não à derrubada de árvores no campus e que a reitoria se comprometa ao não desmatamento do campus, que os bosques sejam preservados e revitalizados;
 
a não redução de vagas da graduação na UFMT.
 
Fim da greve
 
Após 65 dias de greve (a contar da data de suspensão do calendário) as aulas na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) retornaram no último dia 25 de junho. Uma decisão do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) do dia 18 de junho, revogou a suspensão do calendário acadêmico no primeiro semestre do ano de 2018.
 
Os estudantes aprovaram a greve, em assembleia estudantil, no dia 8 de maio. Porém, a suspensão do calendário só foi aprovada no dia 14 de maio pelo Consepe, com data retroativa ao dia 20 de abril, em apoio ao movimento dos estudantes que lutam contra o aumento dos preços do Restaurante Universitário (RU).
 
De acordo com o movimento de greve, no dia 20 de junho 80% dos presentes na assembleia estudantil realizada em Cuiabá decidiu pela manutenção da greve no campus. As aulas, o entanto, retornaram em vários blocos já no dia 25.
 
O aumento
 
As unidades do Restaurante Universitário da UFMT, nos cinco Câmpus, funcionavam com os valores de R$ 0,25 para café da manhã e R$ 1,00 para almoço e jantar, porque os valores eram subsidiados pela instituição em mais de 90% para estudantes.
 
De acordo com a UFMT, o orçamento para custeio e investimento do Governo Federal nas universidades vem caindo, ano a ano. O orçamento de 2017, comparado ao do ano anterior, teve redução de cerca de 38% nos recursos destinados ao capital, utilizado para realização de obras e aquisição de equipamentos, e de aproximadamente 4,5% na verba destinada ao custeio, referente a manutenção de despesas básicas.
 
A universidade havia comunicado que haveria uma ampliação do acesso gratuito aos estudantes que comprovem renda até 1,5 salário mínimo ao Restaurante Universitário (RU) e acesso subsidiado para estudantes com outros fatores de vulnerabilidade socioeconômica, no limite do orçamento do Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) e da UFMT. Estudantes com renda superior pagarão o valor sem subsídio, que é R$ 5.

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