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13/06/2018 15:40

Dólar opera com instabilidade, em dia de divulgação de aumento de juros pelo Fed

O dia é marcado novamente por intervenção do Banco Central no câmbio.

  • Fonte: G1
Foto: Reprodução

Após passar a subir depois da divulgação da elevação da taxa de juros nos Estados Unidos pelo banco central do país, o Federal Reserve (Fed), o dólar voltou a operar em queda na tarde desta quarta-feira (13). O dia é marcado novamente por intervenção do Banco Central no câmbio.

Às 16h16, a moeda caía 0,02%, a R$ 3,7122 na venda. Veja mais cotações.

Após a divulgação da decisão do Fed, o dólar chegou a subir sobre o real, com o mercado vendo na nota do órgão uma indicação de mais aumentos neste ano.

No dia anterior, o dólar caiu 0,31%, a R$ 3,7128, após o BC anunciar venda extra de swaps cambiais. Na mínima do dia, chegou a R$ 3,6707 e na máxima, a R$ 3,7288.

BC e Fazenda vão atuar sempre que necessário, diz Guardia

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou nesta quarta-feira que sua pasta e o Banco Central continuarão atuando em conjunto, "sempre que necessário", para reduzir a volatilidade nos mercados financeiros.

"No nosso entendimento, os preços não estavam refletindo os fundamentos da economia e, nesse momento, é fundamental a atuação serena e conjunta do BC e do Ministério da Fazenda", afirmou Guardia durante evento em São Paulo. "Fizemos isso na semana passada e continuaremos a fazer sempre que julgarmos necessário", acrescentou.

 

Reunião do Fed

Com o aumento já esperado pelo mercado, a expectativa nesta quarta era pelo comunicado do Fed, com investidores em busca de pistas sobre os próximos passos do BC dos EUA em relação à taxa de juros no país.

O mercado monitora pistas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos porque, com taxas mais altas, o país se tornaria mais atraente para investimentos aplicados atualmente em outros mercados, como o Brasil, motivando assim uma tendência de alta do dólar em relação ao real.

Em nota, o Fed disse que "o mercado de trabalho continua se fortalecendo e que a atividade econômica vem subindo a uma taxa sólida". O órgão cita ainda que o crescimento dos gastos das famílias melhorou, assim como os investimentos das empresas, apontando que a taxa de inflação se aproxima de 2%.

BC já injetou US$ 18 bilhões no mercado de câmbio

Na semana passada, o BC informou que injetaria US$ 20 bilhões até essa sexta-feira por meio de novos swaps cambiais, além dos US$ 750 milhões que já vinha ofertando diariamente, para dar liquidez ao mercado, destaca a Reuters.

Nesta manhã, o BC fez um leilão de 40 mil novos swaps, equivalentes à venda futura de dólares, vendidos integralmente. Neste mês até agora, já injetou US$ 18,116 bilhões em novos swaps.

"Temos o suspense com a atuação do BC no câmbio via swaps", escreveu a corretora H.Commcor em relatório. "Mais da metade do montante ficou guardada para este momento de Fed e eventuais efeitos do que conhecermos hoje".

O BC também anunciou leilão de até 8.800 swaps cambiais tradicionais nesta sessão, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento de julho.

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