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12/06/2018 14:10

Delegado registra queixa contra Sindicato por difamação

Peritos disseram ver crime em pedido por laudo paralelo

  • Fonte: Midia News
Foto: Alair Ribeiro/MidiaNews

O delegado Christian Cabral, titular da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), registrou um boletim de ocorrência contra o Sindicato dos Peritos Oficiais Criminais de Mato Grosso (Sindpeco) por calúnia e difamação.

Em entrevista coletiva concedida na tarde de segunda-feira (12), diretores da entidade qualificaram como “ato criminoso” o fato de Cabral ter pedido um laudo pericial a uma empresa privada, nas investigações do atropelamento do verdureiro Francisco Lúcio Maia, ocorrido em abril.

O parecer técnico foi exigido pelo delegado após um dos laudos de local, emitido pela Politec, sugerir que a velocidade do veículo poderia ser de 30 km/h. Os peritos negaram que essa afirmação seja conclusiva e criticaram em nota os questionamentos do delegado.

No boletim de ocorrência, o delegado citou matéria publicada no início da noite de segunda-feira pelo MidiaNews.

“Teria imputado falsamente ao comunicante a prática de ato criminoso e ofensivo a sua reputação, noticiado, conforme publicado em matéria no site de notícias”, consta em trecho do boletim.

A Polícia Civil deve averiguar o possível crime de calúnia e difamação.

Representação Criminal

Na segunda-feira, o Sindpeco anunciou que iria protocolar uma representação criminal no Ministério Público do Estado contra a empresa Forense Lab, responsável pelo laudo independente.

Segundo a entidade, o documento paralelo — que apontou que a médica Letícia Bortolini conduzia seu carro a mais de 95 km/h quando atropelou e matou o verdureiro — tem trechos inteiros copiados de uma perícia realizada em 2014 pela Politec. 

O caso 

No dia 14 de abril, a médica Letícia Bortolini, de 37 anos, foi presa sob suspeita de atropelar e matar o vendedor de frutas Francisco Lucio Maia, de 48 anos. O acidente ocorreu na avenida Miguel Sutil, no bairro Cidade Verde, em frente a uma agência do Banco Itáu.

A médica conduzia um veículo Jeep branco e estava na companhia de seu esposo, também médico. Ambos teriam apresentado sinais de embriaguez, segundo a Polícia, que não foi comprovada mediante exames.

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