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11/06/2018 14:49

Estudantes não se desmobilizam após decisão de juiz e continuam ocupando reitoria da UFMT

  • Fonte: Olhar Direto
Foto: Olhar Direto

Os estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) que ocupam o campus de Cuiabá devem se reunir na tarde desta segunda-feira (11) para discutir a greve e a decisão do juiz federal Raphael Casella de Almeida Carvalho, que determina a reintegração de posse do local. Mesmo após a decisão, os estudantes não se desmobilizaram e a ocupação ainda continua.
  
A Reitoria do campus de Cuiabá permanecem ocupada por vários estudantes. Eles afirmaram que será realizada uma reunião na tarde desta segunda-feira (11), na Reitoria, com o comande de greve, para discutir a decisão do juiz e outras questões do movimento. Eles disseram que a tendência é que a ocupação continue enquanto não houver reunuão com a reitora Myrian Serra.

No dia 14 de maio, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) aprovou a suspensão do calendário estudantil e, com data retroativa a 20 de abril, as aulas estão suspensas para a graduação. O movimento de greve dos estudantes foi aprovado no dia 8 de maio, em uma reunião realizada em frente ao Restaurante Universitário.
 
Força policial

 
O juiz federal, Raphael Casella de Almeida Carvalho, deferiu o pedido da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) para realizar a reintegração de posse do prédio do órgão, que foi ocupado por alunos. Caso necessário, o magistrado também autorizou reforço policial para que um contingente acompanhe o oficial de justiça no cumprimento do mandado.

A UFMT entrou com o pedido contra os discentes, após a primeira reintegração de posse não ser cumprida. Conforme a universidade, o mandado deve-se dirigir contra todo e qualquer ocupante irregular que se encontre no local ou tente impedir a abertura das guaritas do órgão federal. Acesso a veículos e pessoas no Campus e a invasão de qualquer prédio da Universidade, especialmente a reitoria.

O aumento
 
As unidades do Restaurante Universitário da UFMT, nos cinco Câmpus, funcionavam com os valores de R$ 0,25 para café da manhã e R$ 1,00 para almoço e jantar, porque os valores eram subsidiados pela instituição em mais de 90% para estudantes.
 
De acordo com a UFMT, o orçamento para custeio e investimento do Governo Federal nas universidades vem caindo, ano a ano. O orçamento de 2017, comparado ao do ano anterior, teve redução de cerca de 38% nos recursos destinados ao capital, utilizado para realização de obras e aquisição de equipamentos, e de aproximadamente 4,5% na verba destinada ao custeio, referente a manutenção de despesas básicas.
 
A universidade havia comunicado que haveria uma ampliação do acesso gratuito aos estudantes que comprovem renda até 1,5 salário mínimo ao Restaurante Universitário (RU) e acesso subsidiado para estudantes com outros fatores de vulnerabilidade socioeconômica, no limite do orçamento do Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) e da UFMT. Estudantes com renda superior pagarão o valor sem subsídio, que é R$ 5.

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