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13/04/2018 15:05

Taques evita falar em "traição" de Mendes e avisa que escolhe aliados, mas não adversários

  • Fonte: Olhar Direto
Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto/Ilustração

A perspectiva de enfrentar o ex-prefeito Mauro Mendes (DEM) na disputa pelo governo de Mato Grosso, nas eleições de outubro, ao menos publicamente, não provoca mal estar nem representa prioridade para o governador José Pedro Taques (PSDB), provável candidato à reeleição. Ele tomou o cuidado de não utilizar o adjetivo traidor como pronome de tratamento, ao se referir à decantada pré-candidatura do seu ex-aliado, para o Palácio Paiaguás.
 
Ao invés disso, Pedro Taques preferiu enaltecer àqueles que permanecem ao seu lado. “Eu escolho os companheiros leais que ficam comigo. Não escolho eventuais adversários”, respondeu ele, durante entrevista ao Programa Chamada Geral, da Rádio Mega FM de Cuiabá, nesta quarta-feira (11).

Em comentários cada vez mais frequentes, nas redes sociais, os seguidores de Taques classificam como “alta traição” a pré-candidatura de Mauro Mendes para o governo de Mato Grosso. O governador não utilizou nenhuma palavra para qualificar o ex-aliado.
 
Sobre o fato de seguidores de Mauro Mendes e do senador Wellington Fagundes (PR), também pré-candidato a governador utilizarem denominação pejorativa à Caravana da Transformação, o governador responde com dureza. A maioria trata com o codinome de ‘caravana da reeleição’, enquanto outros utilizam o termo ‘caranava da enganação’.
 
“Desejo que esses que falam [caravana da reeleição] ligassem para as pessoas que hoje em enxergam para perguntar sobre a validade da iniciativa. Pessoas como dona Maria José [de Cáceres], que não enxergava os seus netos e passou a ver normalmente. Estamos tratando do mais simples, do mais humilde”, argumentou o chefe do Poder Executivo.
 
Pedro Taques lembrou que até mesmo as faixas e cartazes foram confeccionados sem data e sem o nome das cidades, como medida de economia. E não liga para as críticas, que partem majoritariamente dos seguidores de Mendes e Fagundes, por interpretar que o sucesso da Caravana da Transformação é que incomoda os opositores.
 
“Eu recebo as críticas com total tranqüilidade. Faz parte do processo democrático. Se você olhar os cartazes, alguns não têm a data. Determinei que fosse usado sem data, para economizar. Em Cuiabá, realizaremos de 16 de abril até 10 de maio. Qual o índice de recorrência? Mais de 98% sem nenhum problema. É o maior sucesso da Caravana da Transformação”, sintetizou Taques.
 
O governador não assumiu publicamente ser candidato à reeleição, mas respondeu às cobranças como se já estivesse em pré-campanha. O Programa Chamada Geral é ancorado pelo radialista Lino Rossi, ex-deputado federal e ex-vereador em Cuiabá.

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