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07/12/2017 15:29

Suspeita de matar e retirar bebê de grávida diz que fez 'por amor' e polícia revela que vítima estava viva no parto

Delegado de Uberlândia relatou que jovem foi dopada e morreu por hemorragia. Mulher está detida e deu várias versões para o crime; já a bebê Sophia está internada em estado grave.

  • Fonte: G1/MG
Foto: Bárbara Almeida/G1

A grávida que foi morta e teve a filha retirado da barriga por uma mulher em Uberlândia nesta terça-feira (5) estava viva na hora do parto. A informação foi passada durante coletiva nesta quarta-feira (6) pelo delegado da Polícia Civil, Rafael Herrera.

Em depoimento, Aline Roberta Fagundes afirmou que tomou a atitude porque queria manter perto o homem por quem estava apaixonada e dar um filho a ele. Herrera relatou que a suspeita deu várias versões do crime e que acredita que ela tenha agido sozinha.

Gabrielle Barcelos Silva tinha 18 anos e estava grávida de oito meses. Ela era conhecida de Aline Fagundes e na noite do crime tinha ido à casa dela, no Residencial Monte Hebron, após uma promessa de ganhar roupas de bebê. Mas ela foi dopada e teve a criança retirada com um estilete da barriga.

O corpo foi encontrado caído no quintal da casa pelo filho da suspeita, que acionou a polícia. A bebê foi socorrida e levada para o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), onde permanece internada em estado grave.

Ontem e hoje a mulher de 37 anos disse ao G1 que cometeu o crime por amor ao companheiro, confrontando então a investigação da polícia. Segundo Aline Fagundes, ela contou com a ajuda do marido e de outro homem.

Em um dos primeiros depoimentos, a suspeita do crime afirmou que o companheiro, de 34 anos, sabia de todo o plano e que ajudou a esconder o corpo da vítima. Mas ele negou participação e declarou que antes de sair do trabalho ouviu de Aline que a filha dos dois nasceria na terça-feira.

O homem chegou a ser detido na noite de terça, mas em seguida foi liberado e segue sendo investigado pela Polícia Civil, que pretende encerrar o inquérito em até dez dias.

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