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12/08/2017 15:58

Confronto entre supremacistas brancos e antifascistas deixa feridos em Charlottesville, nos EUA

Várias pessoas ficaram feridas no confronto na Virgínia. Cidade declarou estado de emergência após conflito.

  • Fonte: G1

árias pessoas ficaram feridas durante um confronto entre supremacistas brancos e antifascistas na cidade universitária de Charlottesville, no Estado americano de Virgínia, segundo a CNN. O ato violento aconteceu neste sábado (12) após protesto da extrema-direita dos EUA, que é contra negros, imigrantes, gays e judeus.

Durante confronto, a prefeitura da cidade declarou estado de emergência e, através de um comunicado no Twitter, citou o ato como uma "iminente guerra civil". Segundo a polícia de Virgínia, alguns manifestantes foram detidos durante o confronto.

Segundo informações do Departamento de Polícia de Charlottesville, depois que os agentes dispersaram os manifestantes, um carro atingiu várias pessoas que estavam na rua. Há relatos de muitos feridos.

A cidade Charlottesville, que tem pouco mais de 50 mil habitantes, foi escolhida como palco dos protestos após anunciar que pretende retirar uma estátua do general confederado Robert E. Lee de um parque municipal, segundo a BBC.

O general Lee foi o comandante das forças dos Estados Confederados da América, a união de seis estados separatistas do Sul dos Estados Unidos, durante a Guerra Civil norte-americana (1861-1865). Os Estados Confederados, do sul americano buscaram a independência para impedir a abolição da escravatura. Mesmo após a derrota definitiva no conflito, Lee se tornou um símbolo dos movimentos de extrema-direita norte-americanos, que ainda hoje o lembram como um herói.

A remoção da estátua de Lee foi considerada como uma afronta pelos grupos de direita, que decidiram protestar. Atualmente, várias cidades americanas vêm retirando homenagens a militares confederados - o que tem gerado alívio, de um lado, e fúria, de outro.

Por precaução, mais de mil agentes de segurança tinham sido mobilizados, segundo a Efe, e o governador do estado, o democrata Terry McAuliffe, tinha pedido aos cidadãos que se mantenham afastados do protesto.

Na noite desta sexta-feira (11), centenas de homens e mulheres carregavam tochas, fizeram saudações nazistas e gritavam palavras de ordem contra negros, imigrantes, homossexuais e judeus.

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